28 de setembro, 2026
Por Salus Loch
Há um momento, em todo ciclo de gestão de resíduos, em que o lixo deixa de ser “lixo”. É quando alguém decide que uma garrafa de vidro vazia pode voltar ao ciclo, que a casca de fruta do refeitório pode virar adubo, que o papelão amassado pode ganhar uma segunda vida. A fim de capacitar os colaboradores da Federação/RS para entender melhor esse momento, o Instituto a Unimed/RS promoveu um treinamento de gestão de resíduos ministrado pela Arco Resíduos, na manhã de 22 de setembro.
Das 10h às 11h, 68 funcionários acompanharam a apresentação — e saíram com uma lição que vai muito além das lixeiras coloridas: entender para onde vai cada material é o primeiro passo para reduzir o que realmente precisa ir embora.
Separar é o começo de tudo
O treinamento percorreu o trajeto completo do resíduo dentro da Federação: da coleta à destinação, passando pela separação correta entre recicláveis, orgânicos e rejeito. A especialista no tema, Amália, da empresa Arco, explicou que o erro na separação contamina lotes inteiros: um único item no lugar errado pode transformar material reciclável em rejeito, anulando o esforço de todos.
A mensagem central: separar bem não é apenas uma obrigação ambiental, é uma escolha que devolve valor ao que seria descartado.
Números
E os números apresentados mostram que o trabalho já tem resultados. Segundo os indicadores de gestão, referentes a agosto de 2026, o IU registrou:
• 602,84 kg compostados — o maior volume entre as categorias, sinal de que os orgânicos estão encontrando o destino certo
• 86,19 kg de rejeito — queda de 33,2% em relação ao período anterior
• 47,08 kg de vidro encaminhado para reciclagem
• Mais de uma tonelada de resíduos movimentada no total do período (1.022 kg)
Os números revelam uma tendência: quanto mais precisa a separação, menor o volume de rejeito e maior a quantidade de material que retorna ao ciclo produtivo.
Um compromisso que começa na lixeira
O treinamento encerrou com um convite simples e direto: que cada colaborador se torne um multiplicador da separação correta – no trabalho e em casa. Porque, no fim, a gestão de resíduos não começa no caminhão da coleta nem termina na central de triagem. Começa no gesto de cada um, diante de cada lixeira, todos os dias.